quinta-feira, outubro 26, 2006

Maria Antonieta


Marie Antoinette

Realização: Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst; Jason Schwartzman; Rip Torn; Asia Argento; Judy Davis



Sinopse: Aos 14 anos de idade, a austríaca Marie Antoinette (Dunst) casou com o Rei Luís XVI de França, tornando-se Rainha desse país. O filme conta a história vibrante de uma Rainha que tomou o trono muito antes de estar preparada para os meandros políticos, sendo constantemente ridicularizada pela França e acabando decapitada durante a Revolução Francesa.













Comentário:
Um par de All Stars em Versailles? The Cure no Século XVIII? Estranho não?
Mas não deixa de ser curioso, uma estética pop em plena França do Séc. XVIII, uma ambiência misturada, que assim referida poderia parecer estranha, mas não deixa de ser extremamente interessante e original.
Maria Antonieta é mais guarda-roupa e banda sonora, (um bom guarda-roupa e uma excelente banda sonora) a história poderá ficar aquém para quem conhecer a biografia da última rainha de França. O que nos é revelado no filme é o período que medeia a sua partida para França, para casar com Luís XVI, o seu difícil casamento, a sua difícil estadia na corte e a sua saída de Versailles quando a revolução estala.
Contar a história até aos derradeiros momentos seria talvez exagerado, no entanto quando o filme teminou fiquei um pouco saudosa e com uma sensação de que faltava qualquer coisa mais.
Quanto a Kirsten Dunst, pareceu-me uma boa escolha pois conjuga a imaturidade da que foi rainha muito jovem, com a serenidade que apresentou nos momentos difíceis em que não abandonou o marido, mesmo não tendo vivido um casamento perfeito, nem um grande amor com Luís XVI.
Aconselho o filme, como disse, pela conjugação de elementos e épocas tão díspares, mas aconselho a biografia de Stefan Zweig, para quem quiser saber toda a história desta jovem rainha a quem o destino traçou um caminho bem árduo.

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3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Imagino que Maria Antonieta deva ser no mínimo interessante. Sofia Coppola, apesar de estar em sua terceira direção. Fez dois filmes muito bons!
Abraços, Marco.

11:25 da tarde  
Blogger Wellington said...

Só a banda sonora ja vale todo o filme!

10:33 da tarde  
Blogger Cataclismo Cerebral said...

O filme foi uma desilusão, porque concentra personagens mal desenvolvidas, quase de cartão até. Só a espaços é que conseguimos vislumbrar alguma densidade emocional na Marie Antoinette de Kirsten Dunst. De resto é um filme inconsequente com uma realização segura e uma fotografia belíssima. Quanto à banda sonora anacrónica e aos All Stars, acho que foram uma opção inteligente: realçam que a situação vivida por aquela adolescente, naquela época, poderia perfeitamente encontrar paralelo na actualidade, numa qualquer sociedade moral e normativamente decadente. É esse traço da modernidade que constitui um dos grandes trunfos de um filme irregular e inconsequente.

6:19 da tarde  

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