quarta-feira, setembro 26, 2007

Concerto dos Police


Temperatura fria, mas calor em palco.












Este tão aguardado retorno, embora Sting a solo consiga por vezes ofuscar os Police, não deixou de ser um agradável retorno e uma agradável reunião.
A começar com "Message In A Bottle" e a terminar com a mais bonita canção (na minha opinião) dos Police "Every Breath You Take", o trio composto por Sting, Stuart Copeland e Andy Summers mostrou muita garra.
Stewart Copeland é considerado um dos melhores bateristas do mundo e quem o vê em palco, não perguntará os motivos, porque Copeland é um verdadeiro animal na bateria. E Sting e Andy Summers formam uma parceria de invejar nos solos de guitarra, onde se concentram como se nada mais existisse à volta.
Noite fria, mas calor no Jamor...

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Eternos e intemporais













Can we start again- Tindersticks

So many times
I said that I love them
Looking over my shoulder at the door
So many times
I can't live without her
The wheel kept turning round
My feeling's changed
I went my own way
What can I say
To make you stay?

Cos in my dreams
They smother all over me
And I'm trying to explain
So many arms
Reach from my memories
Pull all at once
I'm lost amongst
The folds in their skin
I did you wrong
But I'm sorry now
And I'll show you how

If you were here now
You couldn't change
you wouldn't understand
but I'm ready now I'm ready now
I'll make you proud I was your man
and sing a song
but it's so ugly now
and I'll show you how

cos I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
Hey I'm ready now

Can we start again?
so many times I said that I loved them
I'm ready now
but I'm ready now
Can we start again?
so many times
I can't live without her
The years was more than I could bear
It's turning round

But in my dreams Can we start again?
They smother all over me I'm ready now
And I'm trying to explain Can we start again?

So many arms reach from my memory
The wheels kept turning round

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quarta-feira, maio 16, 2007

Concerto de George Michael

Tenho andado longe destas lides da blogosfera, às vezes por falta de tempo, outras por alguma preguiça.



















Ora bem, o post de hoje é dedicado a George Michael, e ao concerto do sábado passado em Coimbra. As fotos (nem lhes chamaria fotos) estão desfocadas, quase irreconhecíveis, foram tiradas pelo telemóvel, com a agravante de eu ser uma péssima fotógrafa. Enfim!
Mas não querendo fugir ao contexto, no sábado tivemos oportunidade de assistir ao primeiro concerto de George Michael em Portugal. E como o mesmo disse, esperava, no final do espectáculo, ser desculpado por ainda não ter passado pelo nosso país.
Pois eu desculpo-o, porque foi sem dúvida um grande espectáculo a todos os níveis, desde a música até aos ecrãs.
A começar com "Flawless", já a apelar à dança (convite feito pelo cantor logo no início), George Michael fez vibrar o estádio durante as duas horas de concerto, que terminou com "Freedom". Todas as músicas (de uma selecção irrepreensível) eram acompanhadas de efeitos visuais simplesmente fantásticos, num palco gigantesco.
Sem dúvida que George Michael pode voltar, porque decerto todos os portugueses o perdoaram.

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quarta-feira, maio 09, 2007

Recordações musicais


















Grace Jones (Grace Mendoza) nasceu a 19 de Maio de 1948 na Jamaica.
Modelo, cantora e actriz, Grace Jones destaca-se pela imagem sofisticada e pela aparência andrógina que nos finais dos anos 70 e princípios dos anos 80 questionava agressivamente os estereótipos raciais e sexuais, associados ao corpo de uma mulher negra.


I've Seen That Face Before (Libertango)
Grace Jones

Strange, I've seen that face before,
Seen him hanging 'round my door,
Like a hawk stealing for the prey,
Like the night waiting for the day,

Strange, he shadows me back home,
Footsteps echo on the stones,
Rainy nights, on Hausmann Boulevard,
Parisian music, drifting from the bars,

Tu cherches quoi, rencontrer la mort,
Tu te prends pour qui, toi aussi tu detestes la vie,

Dance in bars and restaurants,
Home with anyone who wants,
Strange he's standing there alone,
Staring eyes chill me to the bone.

Dans sa chambre, Joel et sa valise,
un regard sur ses fringues,
Sur les murs, des photos,
Sans regret, sans mélo,
La porte est claquée, Joel est barré.

Recordações não só musicais como cinematográficas, "Libertango" não pode deixar de associar-se a "Frantic" de Roman Polanski.

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quarta-feira, março 07, 2007

Lambchop















Inicialmente um trio de amigos originários de Nashville, Kurt Wagner, Kim Watkins e Marc Trovillion, chamado "Posterchild", evoluiu para a banda que hoje conhecemos como "Lambchop, composta por 11 músicos, que dividem a música com outras profissões.
A música de Lambchop combina um country alternativo com soul e jazz, e enquadra-se ainda no chamado "chamber-pop".
Pode dizer-se que as músicas de Lambchop são de uma profundidade sublime e que a voz de Kurt Wagner é de uma delicadeza e subtileza únicas.
Quando em 2000 ouvi "Nixon", desconhecia completamente a banda, mas achei o álbum incontestavelmente apaixonante e passei a acompanhar a evolução dos Lambchop (que tinham já tido o seu álbum de estreia em 1994). Actualmente têm já 9 álbuns (o último intitulado "Damage") e são uma banda reconhecida na Europa, incluindo no nosso país, por onde já passaram.

Discografia:

• I Hope You're Sitting Down (1994)
• How I Quit Smoking (1996)
• Thriller (1997)
• What Another Man Spills (1998)
• Nixon (2000)
• Is A Woman (2002)
• Aw C'Mon (2004)
• No, You C'Mon (2004)
• Damaged (2006)













"Is a Woman"

In the hour of the girl
You can make this danger witness
Or whatever, without your heart
You can wish you could relate
If it's always gonna be
Sit beside me on a star
If you wake me up tonight

So you try to make it whole
With everybody here
More than a sony
To make the words throw up
Or show me the way
As they pick me up again
They will be there on the couch
They will make you better still
(can you be sure?)

Of anything you make
Maybe you can get a whiff
It's enough to make you gag
It's enough to make you sick
Each and every day
With the concrete and the masonry
When the paint that's on is dry
You can work it from your eye

And you take it from my heart
As you stand alone forever

From the roaming and the surf
And the cloudy cloudy day
Just a boss thing that is pure
Something specially for you
It's like everybody's needing it
And everybody's sure

(and if they say)
Is a woman, write this down
Put the paper, over there
More than it is
No more than it is

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quarta-feira, dezembro 13, 2006

Tango

"O tango é um pensamento triste que se pode dançar"(Enrique Santos Discépolo)


















O tango é um estilo musical e uma dança a par. Tem forma musical binária e compasso de dois por quatro. A coreografia é complexa e as habilidades dos bailarinos são celebradas pelos aficionados. A origem do tango encontra-se na área do Rio da Prata, na América do Sul, nas cidade de Buenos Aires e Montevidéu.


















Origem da música:
A música do tango não tem uma origem muito clara. De acordo com estudos que não dispõem de numerosa documentação, o tango descenderia da habanera e se interpretava nos prostíbulos de Buenos Aires e Montevidéu, nas duas últimas décadas do século XIX, com violino, flauta e guitarra (violão). O escritor argentino Jorge Luis Borges afirmou que pelas suas características o tango só poderia ter nascido em Montevidéu ou Buenos Aires. O bandoneón, que actualmente caracteriza o tango, chegou à região do Rio de Plata por volta do ano 1900, nas maletas de imigrantes alemães. Não existem muitas partituras da época, pois os músicos de tango não sabiam escrever a música e provavelmente interpretavam sobre a base de melodias já existentes, tanto de habaneras como de polcas.

In Wikipédia


















Si Supieras

Si supieras,
que aun dentro de mi alma,
conservo aquel cariño
que tuve para ti...
Quien sabe si supieras
que nunca te he olvidado,
volviendo a tu pasado
te acordaras de mi...

Los amigos ya no vienen
ni siquiera a visitarme,
nadie quiere consolarme
en mi afliccion...
Desde el dia que te fuiste
siento angustias en mi pecho,
deci, percanta, que has hecho
de mi pobre corazon?

Sin embargo,
yo siempre te recuerdo
con el cariño santo
que tuve para ti.
Y estas en todas partes
pedazo de mi vida,
y aquellos ojos que fueron mi alegria
los busco por todas partes
y no los puedo hallar.

Al cotorro abandonado
ya ni el sol de la mañana
asoma por la ventana
como cuando estabas vos,
y aquel perrito compañero
que por tu ausencia no comia,
al verme solo el otro dia
tambien me dejo.

O Tango é a expressão dos sentidos, é o momento sublime em que apenas a música e os corpos emergem, é o reflexo da vida e do amor.

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quinta-feira, novembro 23, 2006

Concerto de Pato Fu














Concerto de Pato Fu na Aula Magna, com a inconfundível presença de Manuela Azevedo... Palavras para quê? Ficam as memórias do momento...














Agridoce
Pato Fu
Composição: John

Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Tenta me convencer
Que não mereço viver
Que não presto, enfim

Saio em segredo
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular

E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar

E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final

Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar














Problema de Expressão
Clã
(CarlosTê / Hélder Gonçalves)

Só p´ra dizer que te amo
nem sempre encontro o melhor termo
nem sempre escolho o melhor modo
devia ser como no cinema
a língua inglesa fica sempre bem
e nunca atraiçoa ninguém
o teu mundo está tão perto do meu
e o que digo está tão longe
como o mar está do céu
só p´ra dizer que te amo
não sei porquê este embaraço
que mais parece que só te estimo
e há até um momento
em que digo o que não quero
e o que sinto por ti
são coisas confusas
e até parece que estou a mentir
as palavras custam a sair
não digo o que estou a sentir
digo o contrário do que estou a sentir
o teu mundo está tão perto do meu
e o que digo está tão longe
como o mar está do céu
e é tão difícil dizer amor
é bem melhor
dizê-lo a cantar
por isso esta noite
fiz esta canção
para resolver
o meu problema de expressão
p´ra ficar mais perto
bem mais perto
ficar mais perto
bem mais de perto














Carrossel Dos Esquisitos
Clã
John Ulhoa \ Hélder Gonçalves

sou mais um no carrossel
dos esquisitos
gente feia a girar
não é bonito?
juntos vamos celebrar
esta nossa palidez
que não dá p’ra disfarçar

como abutres no céu
são quase lindos
dois feiosos a rodar
gritando e rindo
são aberrações no ar
oh meu querido
fecha os olhos p’ra me beijar
que o mundo vai-se acabar

menos p’ra ti e p’ra mim
enquanto eu não te olhar
de tão perto assim
p’ra não me assustar

se uma bomba nuclear
tem a sua beleza
gente feia tem também
nem mesmo mata ninguém
que não mereça sim
morrer por ser ruim
por fazer sofrer
quem me quer assim

sobramos só nós dois
ninguém p’ra comparar
o nosso bolo de arroz
com champanhe e caviar

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domingo, novembro 19, 2006

Beethoven, Cecilia Bartoli, Händel e Bethânia...














Tudo começa com um copo de vinho e um travo musical a propósito de Beethoven e da 9ª sinfonia:
Diz uma amiga apaixonada pelo mestre, explicando onde nasceu essa paixão:
"Começou num concerto. No final senti-o como se ele estivesse lá para me aproximar da sua música, para que eu compreendesse a sua música.
Depois disso todas as vezes que ouvia Beethoven sentia a presença dele. É uma música tão humana e tão emocional..."

De seguida ouvia-se já a voz inebriante de Cecilia Bartoli, ao som de Händel:

Händel
Lascia la spina, cogli la rosa
Aria del piacere

Lascia la spina,
cogli la rosa;
tu vai cercando
il tuo dolor.
Canuta brina,
per mano ascosa,
giungerà quando
nol crede il cor.

Händel
Un pensiero nemico di pace
Aria della bellezza

Un pensiero nemico di pace,
fece il Tempo volubile edace,
E con l'ali la falce gli diè.
Nacque un altro leggiadro pensiero,
per negar sì rigido impero,
ond'il Tempo più Tempo non è.














A seguir o registo era outro, Maria Cristina Kiehr cantando Benedetto Ferrari:

Cantata spirituale (Seconda parte)

Ahi, miserella ascolta
i tuoi vani diletti
i piaceri, i contenti
inducono, conducono
o pene, o stenti,
tè stessa al cieco inferno.
Deh, si, deh mira una volta
del tuo celeste amante
le ferite e i tormenti
che chiamano, richiamano
o, dolci accenti,
tè stessa el cielo eterno.
E pure, anima mia
non sai che sia dolore,
ancor non senti amore?














E porque a música é de embriaguez constante, e povoa todo o nosso universo, continua-se no vinho, não se abandona a música, vai-se até aos caminhos da Bethânia:

Cantada (depois de ter você)

Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?

Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como esta?

Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...

Pra rua me levar

Não vou viver
Como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
Às vezes ando só trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você

É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir

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sábado, novembro 04, 2006

De novo em Novembro











Sexta-feira, dia 3 de Novembro, dia de chuva, dia de reflexão, regresso a coisas perdidas como concertos na Gulbenkian na companhia de bons amigos. Curiosamente o último concerto que vi na Gulbenkian foi em Novembro de 2005...

O concerto de hoje:

Orquestra Gulbenkian
(Maestro) Lawrence Foster
(Barítono) Matthias Goerne

Música:
Josef Strauss - Música das esferas - Valsa, op.235
Kurt Weill - Sinfonia nº 2
Gustav Mahler - Kindertotenlieder
Franz Schubert - Sinfonia nº 8, em Si menor, D.759, Incompleta


Da singeleza de Strauss à profunda tristeza de Mahler, um universo musical para descontrair, reflectir, fruir e navegar...

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quinta-feira, novembro 02, 2006

Recordações musicais




Recordações musicais de há um ano atrás. Frio, chuva, Novembro, cansaço, medo. A lei do eterno retorno. Caminho percorrido, caminho traçado, caminho encontrado.








Behind These Hazel Eyes -Kelly Clarkson

Seems like just yesterday, you were a part of me
I used to stand so tall, I used to be so strong
Your arms around me tight, everything it felt so right
Unbreakable, like nothing could go wrong

Now I can´t breathe, no I can´t sleep
I’m barely hanging on

Here I am, once again
I’m torn into pieces, can´t deny it, can´t pretend
Just thought you were the one
Broken up, deep inside
But you won´t get to see the tears I cry
Behind these hazel eyes

I told you everything, opened up and let you in
You made me feel alright, for once in my life
Now all that’s left of me, is what I pretend to be
So together, but so broken up inside

Cause I can’t breathe, no I can’t sleep
I’m barely hanging on

Here I am, once again
I’m torn into pieces, can´t deny it, can´t pretend
Just thought you were the one
Broken up, deep inside
But you wont get to see the tears I’ve cried
Behind these hazel eyes

Swallow me, then spit me out
For hating you, I blame myself
Seeing you, it kills me now
No, I don’t cry on the outside anymore
Anymore

Here I am, once again
I’m torn into pieces, can´t deny it, can´t pretend
Just thought you were the one
Broken up, deep inside
But you wont get to see the tears I cry
Behind these hazel eyes

Here I am, once again
I’m torn into pieces, can´t deny it, can´t pretend
Just thought you were the one
Broken up, deep inside
But you wont get to see the tears I cry
Behind these hazel eyes


















Other Side Of The World - KT Tunstall

Over the sea and far away
She's waiting like an iceberg
Waiting to change
But she's cold inside
She wants to be like the water

All the muscles tighten in her face
Buries her soul in one embrace
They're one and the same
Just like water

The fire fades away
Most of everyday
Is full of tired excuses
But it's too hard to say
I wish it were simple
But we give up easily
You're close enough to see that
You're the other side of the world to me

On comes the panic light
Holding on with fingers and feelings alike
But the time has come
To move along

The fire fades away
Most of everyday
Is full of tired excuses
But it's too hard to say
I wish it were simple
But we give up easily
You're close enough to see that
You're the other side of the world

Can you help me
Can you let me go
And can you still love me
When you can't see me anymore

And the fire fades away
Most of everyday
Is full of tired excuses
But it's too hard to say
I wish it were simple
But we give up easily
You're close enough to see that
You're the other side of the world

Oh, the other side of the world
You're the other side of the world to me

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segunda-feira, outubro 30, 2006

Death Cab For Cutie


De novo... Já tinha falado desta banda fantástica, mas como se tem tornado viciante ouvi-los, deixo aqui a minha música preferida (e uma "possível" tradução, em brasileiro, que encontrei por aí)

Marching Bands Of Manhattan

If I could open my arms
And span the length of the isle of Manhattan,
I'd bring it to where you are
Making a lake of the East River and Hudson
And if I could open my mouth
Wide enough for a marching band to march out of
They would make your name sing
And bend through alleys and bounce off other buildings.

I wish we could open our eyes
To see in all directions at the same time
Oh what a beautiful view
If you were never aware of what was around you
And it is true what you said
That I live like a hermit in my own head
But when the sun shines again
I'll pull the curtains and blinds to let the light in.

Sorrow drips into your heart through a pinhole
Just like a faucet that leaks and there is comfort in the sound
But while you debate half empty or half full
It slowly rises, your love is gonna drown

Your love is gonna drown
Your love is gonna...

(Tradução)
Se eu pudesse abrir meus braços
E atravessar o comprimento da ilha de Manhattan,
Eu traria isto para onde você está
Fazendo um lago do Rio Oriental e Hudson
E se eu pudesse abrir a minha boca
Larga o suficiente para uma banda marchante marchar fora de
Eles fariam o seu nome cantar
E dobrando por ruelas e saltando fora outros edifícios.

Eu gostava que nós pudéssemos abrir os nossos olhos
Ver ao mesmo tempo em todas as direcções
Oh que visão bonita
Se você nunca estivesse atento do que está à sua volta
E é verdade o que você disse
Que eu vivo como um eremita na minha própria cabeça
Mas quando o sol brilhar novamente
Eu puxarei as cortinas e encobrirei para guardar a luz dentro.

A tristeza goteja no seu coração por um buraco de alfinete
Tal como uma torneira que escoa e há conforto no som
Mas enquanto você se debate meio vazio ou meio cheio
Sobe lentamente, o seu amor vai-se afogar

O seu amor vai se afogar
O seu amor vai...

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quarta-feira, outubro 25, 2006

A banda sonora de Marie Antoinette













Ainda não vi o filme, mas já oiço a música. Pelo menos a banda sonora é vivamente aconselhável, de muito bom gosto!!! Diria mesmo "deslumbrante"!!!

CD 1
1. "Hong Kong Garden" - Siouxsie & The Banshees
2. "Aphrodisiac" - Bow Wow Wow
3. "What Ever Happened" - The Strokes
4. "Pulling Our Weight" - The Radio Dept.
5. "Ceremony" - New Order
6. "Natural's Not In It" - Gang Of Four
7. "I Want Candy (Kevin Shields Remix)" - Bow Wow Wow
8. "Kings Of The Wild Frontier" - Adam & The Ants
9. "Concerto in G" * - Antonio Vivaldi / Reitzell
10. "The Melody Of A Fallen Tree" - Windsor For The Derby

CD 2
1. "Intro Versailles"* - Reitzell / Beggs
2. "Jynweythek Ylow" - Aphex Twin
3. "Opus 17" - Dustin O'Halloran
4. "Il Secondo Giorno (Instrumental)" - Air
5. "Keen On Boys" - The Radio Dept.
6. "Opus 23" *- Dustin O'Halloran
7. "Les Baricades Misterieuses"* - Francois Couperin / Reitzell
8. "Fools Rush In (Kevin Shields Remix) - Bow Wow Wow
9. "Avril 14th" - Aphex Twin
10. "K. 213" * - Domenico Scarlatti / Reitzell

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sexta-feira, outubro 06, 2006

Recordações por este rio acima...





Descobri Fausto, quando andava no 10º ano, através da professora mais marcante da minha vida, actualmente a minha doce e querida amiga São. Nas suas aulas de português, em que olhando para ela, nos lembrávamos automaticamente do "clube dos poetas mortos", ela não ensinava apenas a literatura, mas a música e a história, com emoção e vontade, com força e originalidade.
Nessa altura, tinha eu 15 anos, descobri o álbum "por este rio acima" de Fausto, e ficou-me sempre no ouvido a música "o barco vai de saída", e ficaram-me sempre na memória as letras de Fausto e aquelas belas aulas de português, que contribuiram para o que sou hoje, curiosamente...professora de português.
À São dedico este post, à São dedico a minha gratidão e admiração eterna, e fica-me sempre o sonho de vir a ser uma professora para os meus alunos, como ela foi para mim. Grandiosa e indubitavelmente preciosa!

Fausto:
Oficialmente, Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias nasceu em 26 de Novembro de 1948, em pleno oceano Atlântico, a bordo de um navio chamado "Pátria" que viajava de Portugal para Angola. Foi nesta antiga colónia portuguesa que passou a infância e adolescência e começou a interessar-se por música. Filho de beirões, assimilou os ritmos africanos a que juntaria, mais tarde, os das suas origens lusas.

O barco vai de saída

O barco vai de saída
Adeus ó cais de alfama
Se agora vou de partida
Levo-te comigo ó cana verde
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P´ra lá da loucura
P´ra lá do equador

Ah! mas que ingrata ventura bem me posso queixar
Da pátria a pouca fartura
Cheia de mágoas ai quebra mar
Com tantos perigos ai minha vida
Com tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltos
Que eu vou de fugida

Sem contar essa história escondida
Por servir de criado a essa senhora
Serviu-se ela também tão sedutora
Foi pecado
Foi pecado
E foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de lisboa

Gingão de roda batida
Corsário sem cruzado
Ao som do baile mandado
Em terras de pimenta e maravilha
Com sonhos de prata e fantasia
Com sonhos da cor do arco-íris
Desvairas se os vires
Desvairas magia

Já tenho a vela enfunada
Marrano sem vergonha
Judeu sem coisa sem fronha
Vou de viagem ai que largada
Só vejo cores ai que alegria
Só vejo piratas e tesouros
São pratas são ouros
São noites são dias

Vou no espantoso trono das águas
Vou no tremendo assopro dos ventos
Vou por cima dos meus pensamentos
Arrepia
Arrepia
E arrepia sim senhor
Que vida boa era a de lisboa

O mar das águas ardendo
O delírio dos céus
A fúria do barlavento
Arreia a vela e vai marujo ao leme
Vira o barco e cai marujo ao mar
Vira o barco na curva da morte
Olha a minha sorte
Olha o meu azar

E depois do barco virado
Grandes urros e gritos
Na salvação dos aflitos
Esfola, mata, agarra
Ai quem me ajuda
Reza, implora, escapa
Ai que pagode
Reza tremem heróis e eunucos
São mouros são turcos
São mouros acode

Aquilo é uma tempestade medonha
Aquilo vai p´ra lá do que é eterno
Aquilo era o retrato do inferno
Vai ao fundo
Vai ao fundo
E vai ao fundo sim senhor
Que vida boa era a de lisboa.

http://www.attambur.com/Noticias/20021t/fausto.htm

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quinta-feira, outubro 05, 2006

Recordações musicais


Hoje na rádio ouvi a música "Born of frustration" dos James, e como nos acontece com muitos filmes, muitos livros e muitas músicas, navegamos no tempo.
Pensei em como já há muito tempo não ouvia James.
Lembrei-me de, num aniversário meu, um grupo de amigos, na adolescência, me ter oferecido o álbum "seven" (em vinyl) com dedicatórias dos meus amigos.
Lembrei-me, já na faculdade, de ter visto um concerto de James, na Semana Académica de Faro.
E lembrei-me de como este álbum me recorda dias felizes!

Born of frustration

All this frustration
I cant meet all my desires
Strange conversation
Self-control has just expired
All an illusion
Only in my head you dont exist
Who are you fooling
Dont need a shrink but an exorcist

Show me the movie
Of who you are and where youre from
Born of frustration
Caught up in the webs youve spun
Wheres the confusion
A vision of what life is like
Show me the movie
That doesnt deal in black and white

Stop stop talking about whos to blame
When all that counts is how to change

All this frustration
All this frustration
Who put round eyes on a butterflys wings
All this frustration
All this frustration
Who gave the leopards spots and taught the birds to sing

Born of frustration
Born of frustration

Im living in the weirdest dream
Where nothing is the way it seems
Where no ones who they need to be
Where nothing seems that real to me
What can we build our lives upon
No wall of stone, no solid ground
The world is spinning endlessly
Were clinging to our own beliefs

Born of frustration
Born of frustration

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quinta-feira, setembro 28, 2006

Death Cab For Cutie


Vale a pena ouvir, vale a pena comprar, eu ando completamente embrenhada... E como diz Ricardo Jorge Tomé:

"Bom quase óptimo

Depois de "Transatlanticism" seria sempre difícil igualar ou superar as expectativas aos demais. A mim, contudo, se não suplantou pelo menos garantiu pleno regozijo e excelentes horas de música a cilindrar-me as emoções. "Plans" é bom. É muito bom, mesmo. Em loop constante, faixa-a-faixa, nos headphones, na rádio...

Pontos fortes:
Delicadeza combinada com crescendos orquestrais e uma voz delicodoce sempre sobre melodias de ficar no ouvido.

Pontos fracos:
Para os não apreciadores ? tudo. Para os fãs de "Transatlanticism" ? não ser igual-igual-igual a "Transatlanticism"; Para os restantes ? simplesmente muito pouco há que não justifique a compra na loja ou baixá-lo por inteiro num qualquer carrinho de compras na net.

A reter:
"Different Names for the Same Thing"; "Ill Follow You into the Dark"; "Your Heart is an Empty Room".

Alegações finais:
"Plans" demonstra que no planeta indie-pop-rock de características singelas e tom confessional há ainda muito a dizer e grande parte está a ser dito pelos Death Cab For Cutie. Venha o próximo!"

Ricardo Jorge Tomé


Someday You Will Be Loved

I once knew a girl
In the years of my youth
With eyes like the summer
All beauty and truth
In the morning I fled
Left a note and it read
Someday you will be loved.

I cannot pretend that I felt any regret
Cause each broken heart will eventually mend
As the blood runs red down the needle and thread
Someday you will be loved

You'll be loved you'll be loved
Like you never have known
The memories of me
Will seem more like bad dreams
Just a series of blurs
Like I never occurred
Someday you will be loved

You may feel alone when you're falling asleep
And everytime tears float down your cheeks
But I know your heart belongs to someone you've yet to meet
Someday you will be loved

You'll be loved you'll be loved
Like you never have known
The memories of me
Will seem more like bad dreams
Just a series of blurs
Like I never occurred
Someday you will be loved

You'll be loved you'll be loved
Like you never have known
The memories of me
Will seem more like bad dreams
Just a series of blurs
Like I never occurred
Someday you will be loved
Someday you will be loved

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